Ponta dos Ingleses – Oeste

Com uma das mais belas vistas entre as áreas de escalada da região, oferece vias de até 80 metros e quatro enfiadas de corda com graus de dificuldade fáceis a moderados.


Histórico

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Grampo que foi retirado da parede após o primeiro dia de trabalhos próximo de onde hoje fica a via Alameda das Bromélias (Foto: Rodrigo Castelan Carlson).

O primeiro registro que temos de contato com parede do lado oeste da Ponta dos Ingleses é do final de 1996 quando os escaladores Rodrigo Castelan Carlson, Augusto Castelan Carlson, Saulo Bandeira Vales, Mariano Neves da Rocha e outros exploraram a região das Praias dos Ingleses e do Santinho a procura de vias de escalada e boulders. A parede de pedra na Ponta dos Ingleses chamava a atenção e parecia pouco provável que não houvesse vias lá. Grampos encontrados sobre a Pedra da Porca sugeriam que o local era usado para rapel e aumentava as chances de também haver grampos na parede. O primeiro contato com a parede foi exatamente na parte onde hoje se encontra a via Alameda das Bromélias. Foi com muito entusiasmo que encontraram um grampo, muito próximo de onde hoje está o primeiro grampo da Alameda das Bromélias. Era um grampo duvidoso a poucos metros do chão, já com sinais de ferrugem, colocado em uma rachadura. O entusiasmo logo acabou quando constatou-se que esse era o único sinal de escalada por ali. Apesar do grande potencial da parede, a consulta sobre o local feita com diversos escaladores da região à epoca não revelou novidades.

Por volta de 2000 o escalador Rodrigo Castelan Carlson voltou ao local acompanhado do escalador Rodrigo Gomes Ferreira. Nada havia mudado em relação ao grampo encontrado. Aproveitaram a ocasião para explorar mais a base da pedra e encontraram dois outros grampos bem à esquerda da parede que também não levavam a lugar nenhum e pareciam tão ou mais antigos que o outro que já tinha sido encontrado. Essa parte da pedra era totalmente verde e úmida, coberta de uma camada de musgo, indicando que não se escalava ali há tempos. As buscas por informações entre escaladores da região continou, mas sem resultados.

Croqui antigo da primeira enfiada da Alameda das Bromélias elaborado em 2004. Hoje a via conta com um grampo a mais entre o segundo e terceiro grampos do croqui. Dois dos três grampos da primeira enfiada da via Acorda Narigão também aparecem no croqui (Crédito: Rodrigo Castelan Carlson).

Em 2003 os Rodrigos decidiram que não iriam mais esperar e iniciaram a abertura de vias no setor. Dois grampos da via Acorda Narigão (ver croqui antigo ao lado) foram colocados primeiro, mas parecia que a linha mais à direita poderia levar até o cume e iniciou-se então a Alameda das Bromélias. A Alameda e a parte inicial da Acorda Narigão foram abertas de baixo e todas as proteções foram colocadas em furos feitos com marreta e broca no dia 23 de novembro de 2003 das 8 às 15 h e no dia 28 de dezembro de 2003 das 7 às 12 h. O grampo encontrado próximo ao local onde hoje está a Alameda das Bromélias foi arrancado ao final do primeiro dia de trabalhos (ver imagem acima). Posteriormente um grampo foi adicionado após o segundo grampo da Alameda, pois uma laca que acreditava-se que poderia ser protegida com um nut, quebrou-se. Em função da vegetação abundante e intransponível após a parada, a via foi dada por encerrada. Foram usados grampos de progressão com olhal pequeno entrando aproximadamente 5 cm na pedra e grampos de parada com olhal grande entrando aproximadamente 9 cm na pedra, todos de 1/2 polegada e liga de aço/cromo/níquel galvanizados. A continuação da via Acorda Narigão exigiu uma travessia para a esquerda que levou ao ponto onde fica hoje a primeira parada. Durante os trabalhos para abrir a segunda enfiada da Acorda Narigão, foram avistados outros três grampos que correspondem à primeira enfiada da via que hoje é chamada de Medo de Si, o que deixou os escaladores com a pulga atrás da orelha. Após o início da abertura da segunda enfiada da Acorda Narigão, o Rodrigo Gomes Ferreira fez uma pausa na escalada e o Rodrigo Castelan Carlson continuou a via com a participação de outros escaladores: Cristiano da Silva Teixeira, Eduardo Henrique Silva Bastos, Reinaldo Flemming Neto e Marcus Vinícius Linhares.

Durante a abertura da Acorda Narigão, o Reinaldo comentou com um primo, o Gabriel Flemming Bohn, que estava ajudando a abrir uma via na Ponta dos Ingleses. Por coincidência, o Gabriel era quem tinha colocado aqueles grampos antigos junto com um outro escalador que atendia pela alcunha de Paulista. Como nenhum dos dois continuava escalando, o Gabriel deixou livre para continuarem as vias não terminadas. Após a finalização da Acorda Narigão, os trabalhos deram uma parada, mas no verão de 2006/2007 o escalador Marius Bagnati se juntou ao Rodrigo Castelan Carlson e ao Cristiano da Silva Teixeira para abrir mais vias na parede. Desta vez com furadeira e predominantemente chapeletas, a abertura das vias foi bem mais rápida e resultou na finalização da via iniciada pelo Gabriel e pelo Paulista, que foi denominada Medo de Si, e a abertura da Estilo Albino. Nos anos seguintes as coisas andaram devagar e em 2008 o Marius Bagnati e o Celso Denis Lima, acompanhados pelo Cristiano em uma das investidas, abriram as quatro vias mais à direita da parede. No verão de 2011/2012 os trabalhos foram mais uma vez intensificados e foram abertas as demais vias. Um incêndio meses antes destruiu boa parte da vegetação da parede e permitiu acesso a alguma linhas antes bloqueadas por mato, como a continuação da Alameda das Bromélias. A maioria dessas novas vias foram abertas por Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson e Cristiano da Silva Teixeira, com a participação do Eduardo Henrique Silva Bastos na variante da Acorda Narigão e na Alameda das Bromélias, além de um intervenção do José Felipe Lorenzon na primeira enfiada da via Exército Encantado de São Sebastião. As vias  na Pedra da Porca e no Setor Caveira foram abertas no verão de 2013/2014 por Marius Bagnati com a participação de Rodrigo Castelan Carlson e Gustavo “Banga”.

Em outubro de 2016, por ocasião de uma ida para manutenção, para efetuar a troca de um parabolt quebrado e duas chapeletas amassadas na via Alameda das Bromélias, foi completada a primeira enfiada da variante da Alameda com duas proteções que estavam faltando.


Visão geral

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A Ponta dos Ingleses está situada entre a Praia dos Ingleses e a Praia do Santinho, no norte da ilha de Florianópolis, dentro do Parque Arqueológico dos Ingleses. Uma área de preservação e de livre acesso, cercada de muita história e belezas naturais. Várias trilhas cortam sua mata, na sua maioria utilizadas por pescadores e jovens da região. Uma trilha leva ao cume e oferece uma bela vista para as praias que a rodeiam, permitindo ver em um único local morros com vegetação de Mata Atlântica, restinga, dunas e muito mar. Nas pedras próximas à água podem ser visitadas oficinas líticas e inscrições rupestres que formam um belo sítio arqueológico, um registro a céu aberto de ocupação humana que data de mais de 5000 anos atrás. E para completar, boulders e uma parede de pedra com cerca de 80 metros de altura. No lado voltado para a Praia dos Ingleses, final da praia (canto direito de quem está vendo o mar), há uma remanescente Colônia de Pescadores Artesanais com seus barracões de pesca, canoas e baleeiras. Logo em frente, a poucos metros da orla, restos de navios europeus e naufrágios são testemunhos de outros épicos ali transcorridos.

Aqui interessa a face oeste da Ponta dos Ingleses, voltada para a Praia dos Ingleses e onde se encontra uma parede de pedra que conta hoje com mais de 20 vias de escalada, o Setor Principal desta área de escalada. Sendo voltada para oeste, é excelente para escalar no período da manhã, especialmente no verão quando a escalada após o meio dia pode se tornar insuportável. O sol começa a bater na pedra por volta de 10:30 h no verão e por volta de 11:30 h no inverno. A rocha é rica em vida animal e vegetal, destacando-se urubus, aranhas, cupins e formigas, e musgo, líquens, orquídeas e bromélias que não acabam mais. Em função disso a pedra demora a secar após dias de chuva e pode ter partes molhadas e úmidas mesmo após alguns dias de sol e vento. É muito comum uma incidência grande de mosquitos, tornando o uso de repelente de insetos indispensável. Não há fontes de água no local.

Visão geral da área de escalada da Ponta dos Ingleses – Oeste. (Imagem de Satélite: PMF; Digitalização: Marius Bagnati; Fotos e Gráficos: Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson)

Esta área de escalada é dividida em dois setores, o Setor Principal, formado pela parede rochosa de cerca de 80 metros de altura, e o Setor Pedra da Porca, que fica à meia altura do costão direito e próximo à parede, muito menos proeminente. O Setor Principal é convenientemente subdividido em quatro sub-setores para facilitar a referência: Setor Caveira, Setor Medo de Si, Setor Alameda e Setor Urubus. A Pedra da Porca é, na verdade, um bloco enorme de granito em meio à mata que faz também as vezes de mirante. De um dos seus lados é possível acessar o seu topo escalando as raízes de uma árvore. A vista de cima dela dá uma prévia do que poderá ser desfrutado durante a escalada, tanto do cenário como da própria parede. Passagem obrigatória para aqueles que visitam o setor pela primeira vez fazerem um reconhecimento das vias.

Apesar de boa parte das vias apresentarem grau de dificuldade de escalada fácil a moderado, em parte propiciado pela inclinação positiva da rocha, em parte pela generosidade das agarras, as vias exigem certo grau de comprometimento em função das características da área de escalada e do grau de exposição de alguns lances. Existem pontos onde é possível se deslocar com segurança de uma via para a outra e se pode contar com estas variantes como vias de acesso ou escape. É possível sair por cima da parede em algumas vias, ainda que por trepas matos e com um pouco de exposição, para descer caminhando pela trilha. Algumas vias apresentam condições específicas para o rapel; veja a indicação no croqui detalhado. A rocha é de formação granítica e a parede é rica em agarras e com boa aderência. Em vários pontos é possível o uso de proteções móveis.

Da escalada pode se observar as diferenças da vegetação, desde a restinga que segura o avanço das areias das dunas até a exuberância da Mata Atlântica. Do alto da parede, é possível ver toda a praia dos Ingleses e do Santinho, e outros bairros da região norte de um ponto de vista único.


Como chegar

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O principal ponto de referência para chegar à trilha que leva a esta área de escalada é a Igreja dos Ingleses da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. A igreja fica próxima à praia, no início da Estrada Vereador Onildo Lemos que leva à Praia do Santinho, praticamente no  ponto onde essa estrada é interceptada pela Estrada Dom João Becker que vem do centrinho dos Ingleses.  É também possível possível chegar à trilha por um acesso às dunas pela Servidão João Francisco Celestino. Este acesso é interessante para aqueles que não conseguirem estacionar nas imediações  da igreja ou em caso de maré alta que bloqueie o acesso pela praia. Uma última opção, para quem tiver automóvel 4×4, é seguir um caminho pelas dunas do Santinho e deixar o carro próximo aos barracões de pescadores na praia.

A imagem a seguir oferece uma visão geral do acesso e contém a marcação dos principais pontos de referência para o acesso à trilha. O Ponto 2 marca a Igreja dos Ingleses de onde se tem acesso à praia e o Ponto 4 marca a Servidão João Francisco Celestino, por onde é possível acessar as dunas. Aparece ainda na imagem o trajeto de veículo pelas dunas até os barracões de pescadores próximo ao costão. Mais detalhes do acesso por carro e por ônibus, bem como da trilha são fornecidos a seguir.

Vista do acesso à área de escalada com marcações. (Foto: Marius Bagnati; Gráficos: Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson)
De carro

A imagem a seguir apresenta os principais pontos de referência para o acesso por carro. Links com marcação de alguns destinos no Google Maps são fornecidos na sequência.

O Ponto 2 marca a Igreja dos Ingleses, local onde dificilmente se consegue estacionar. No verão várias casas da vizinhança oferecem serviço informal de estacionamento. No Ponto 3 há um recuo com estacionamento paralelo que costuma ter vagas na baixa temporada e ocasionalmente no verão quando se chega cedo. Não se deixar enganar pela imagem de satélite, houve grande desenvolvimento imobiliário na região que atualmente se encontra bem mais ocupada. O Ponto 4 marca o final da Servidão João Francisco Celestino que dá acesso às dunas e é um bom local para estacionar. Os Pontos 5 a 10 marcam o trajeto para aqueles que desejam chegar de carro até os ranchos de pescadores pelas dunas. Esse trajeto é recomendado apenas para veículos com tração nas quatro rodas. Por se tratar de Área de Preservação Ambiental e para evitar mais danos à área de restinga, o ideal é que se estacione nas redondezas da igreja dos Ingleses, mesmo que outros utilizem este caminho pelas dunas com frequência. Além disso, esse trajeto passa por ruas criadas como consequência da ocupação desordenada da área, tipicamente com pouca largura e muita circulação de pedestres. Trafegue devagar e com atenção. Da Igreja dos Ingleses até os Ranchos de Pescadores percorre-se cerca de 2 km em cerca de 5 minutos. É proibido estacionar na praia.

Mais abaixo, por conveniência, é oferecido como destino no Google Maps a localização da Igreja dos Ingleses (Ponto 2) obtido da busca por “Paróquia do Sagrado Coração de Jesus”. É possível definir uma rota diretamente no mapa clicando em “Rotas” e indicando o local de origem. Nos detalhes da imagem de satélite a seguir, são oferecidos também os links para os Pontos 3, 4 e 7 (já que depois desse ponto não há coordenada no Google Maps).

Imagem de satélite com marcações do acesso à área de escalada. (Imagem de Satélite: PMF; Digitalização: Marius Bagnati; Gráficos: Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Pontos de ônibus (Moovit)
  2. Igreja dos Ingleses – Estacionar ou virar à direita na Estr. Ver. Onildo Lemos
  3. Estacionamento paralelo na Estr. Ver. Onildo Lemos ou seguir reto (Google Maps)
  4. Acesso às dunas pela Srv. João Francisco Celestino (estacionamento paralelo na rua) (Google Maps) (Moovit)
  5. Virar à esquerda na Rua do Tico Tico
  6. Virar à esquerda na Srv. Vitor Manoel Ferreira
  7. Virar à direita na Srv. João Manoel Vieira (Google Maps)
  8. Virar à esquerda (em frente à casa n°115) na Srv. Abelardo Paulo da Silva
  9. Estacionamento nas dunas e acesso para o lado leste da Ponta dos Ingleses e parte Norte da Praia do Santinho
  10. Ranchos de pescadores. Estacionar. Proibido carro na praia.
  11. Início da trilha
  12. Pedra da Porca
  13. Setor Principal

De ônibus

O sistema de transporte coletivo de Florianópolis atende essa região com um serviço de ônibus razoavelmente freqüente, principalmente no verão. Para informações de horários e itinerário de ônibus recomendamos o uso do aplicativo Moovit em seu smartphone ou pela web (ver abaixo). A busca pelo destino “Igreja dos Ingleses” mostra a opção “Estrada Vereador Onildo Lemos 41”. Os links indicados junto à imagem de satélite acima já exibem os destinos no Moovit; basta acrescentar a origem para receber as instruções. O próprio Moovit permite inverter a origem e o destino para obter as informações do sentido contrário e editar o horário de partida ou chegada. As paradas de ônibus para chegada e partida estão na Rua Dom João Becker, a poucos metros da Igreja (ver Ponto 1 na imagem de satélite acima). Também é possível descer (embarcar) no ponto seguinte (anterior) praticamente em frente à Servidão João Francisco Celestino (ver Ponto 4 na imagem de satélite acima).

Trilha

A imagem de satélite abaixo detalha os possíveis trajetos para chegar até a área de escalada conforme o ponto de início escolhido para a caminhada. Para aqueles que iniciam nas imediações da igreja (Ponto 1a) ou pela Servidão João Francisco Celestino (Ponto 1b) o tempo de caminhada pela areia é de cerca de 7 minutos. Aqueles que estacionarem perto dos barracões de pescadores (Ponto 2) têm pela frente cerca 3 minutos de caminhada pela areia. Após o início da trilha, o tempo de chegada até a Pedra da Porca é de cerca de 10 minutos e menos de 5 minutos são necessários da pedra da Porca até a base das vias. O desnível desde o início da trilha até a base das vias do Setor Principal é de cerca de 120 a 130 m. Mais abaixo também são dados detalhes de como chegar no Setor Urubus.

A trilha que leva ao Setor Principal e ao Setor Pedra da Porca é a mesma que leva ao cume. Há poucas bifurcações, todas indicadas na descrição detalhada abaixo. Apesar de fornecermos indicações de como chegar diretamente até a base do Setor Medo de Si, recomendamos que numa primeira visita o acesso seja feito a partir do Setor Alameda costeando a pedra.  O acesso ao Setor Caveira é feito por cima, requer o uso de ancoragens naturais e a travessia sobre uma cobertura de bromélias. O acesso por baixo também é possível, por trepa matos. Ainda não temos detalhes de como fazer esses acessos.

Apesar de ser possível chegar e sair pelo cume nas vias Acorda Narigão e Alameda das Bromélias, a passagem é por trepa matos e relativamente exposta.

Marcações da trilha na imagem de satélite. Para referência apenas, imagem com distorções. As coordenadas de alguns pontos estão disponíveis ao lado enquanto não disponibilizamos o tracklog. (Imagem de Satélite: PMF; Digitalização: Marius Bagnati; Gráficos: Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Início da aproximação:
    a. Igreja dos Ingleses – Seguir pela praia (S27 26.618 W48 22.596).
    b. Srv. João F. Celestino. – Seguir pelas dunas em direção aos barracões de pescadores na Praia dos Ingleses.
  2. Barracões de pescadores – Seguir em direção ao costão.
  3. Passar o córrego e subir à direita em direção à mata (S27 26.614 W48 22.192).
  4. Início da trilha atrás de bloco de pedra (S27 26.617 W48 22.167).
  5. Primeira bifurcação – Seguir à direita antes da porteira (S27 26.602 W48 22.167).
  6. Porteira (S27 26.614 W48 22.129).
  7. Bifurcação em T – Seguir à esquerda (S27 26.614 W48 22.108).
  8. Curva acentuada à direita – Seguir à direita pela trilha principal ou seguir reto para atalho até a pedra da porca (S27 26.649 W48 22.049).
  9. Pedra da Porca – Seguir reto para o Setor Principal ou seguir à esquerda para vias da Pedra da Porca; Subir a pedra pelas raízes para mirante e visualização da parede (S27 26.653 W48 22.032).
  10. Acesso à base das vias Setor Alameda e Setor Urubus – Sair da trilha à direita após bloco de pedra (S27 26.627 W48 21.991).
  11. Base das vias Setor Alameda – Seguir à direita para Setor Urubus ou seguir à esquerda para Variante da Acorda Narigão e Setor Medo de Si (S27 26.634 W48 21.973).
  12. Acesso à base das vias Setor Medo de Si – Sair da trilha à direita (S27 26.581 W48 22.971).
  13. Trilha pouco marcada em direção ao Setor Medo de Si (S27 26.598 W48 21.977).
  14. Base das vias Setor Medo de Si (S27 26.618 W48 21.974).
Detalhes da trilha para acesso à área de escalada. (Fotos e Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson e Marius Bagnati)

O acesso ao Setor Urubus se dá preferivelmente a partir do Setor Alameda (Ponto 11). Basta acompanhar a parede à direita e seguir por um terreno relativamente íngreme com bastante material vegetal acumulado. O trajeto cheira bastante mal e costuma ter bastante fezes e penas em função dos urubus que usam como posto de observação a árvore  que fica na base do setor (ver foto do setor mais abaixo). Ao chegar no tronco de uma primeira árvore  (Imagem 15) a tentação é de subir em direção à ela, porém o correto é ultrapassá-la um pouco até avistar um bloco que pedra apoiado na parede com cerca de 1,8 m de altura (Imagem 16). O bloco precisa ser escalado e forma um primeiro platô. Depois de dominado o bloco, deve se seguir por um trepa matos/raízes à esquerda, por trás da árvore até alcançar um segundo platô pela sua esquerda (Imagem 17). A base das vias fica no platô logo acima, a cerca de 1,6 m. Também é necessário escalá-lo (Imagem 18). A escaladores menos experientes com lances expostos, sugere-se o uso de equipamento e ancoragens naturais com fitas/em móvel para chegar até a base das vias.

Detalhes da trilha para acesso ao Setor Urubus – Pontos não estão marcados na foto de satélite. (Fotos e Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)

Setor Principal

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Foto do Setor Principal com a marcação das vias (ver croqui detalhado mais abaixo). (Foto: Marius Bagnati; Gráficos: Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson)

A graduação de duração foi omitida pois todas as vias são D1.

  1. Projeto
  2. Projeto
  3. Sem nome – IXa – ? m (?)
    Conquistadores: Marius Bagnati (2013)
    Material:
    Observações:
  4. Desconhecido – VIIa – ? m (?)
    Conquistadores: Marius Bagnati (2013)
    Material: 8 costuras, 1 jogo de friends, corda de 50 m
    Observações:
  5. Gerente Chilli Beans – VIsup E1 – 28 m (?)
    Conquistadores: Marius Bagnati, Cristiano da Silva Teixeira, Rodrigo Castelan Carlson (2012)
    Material:
    Observações: Acesso por uma enfiada curta a partir da primeira parada da via 9. Rapel até a parada de base compartilhada com a via 5  e rapel até a primeira parada da via 9.
  6. Vim de Dragster – VIsup E1 – 28 m
    Conquistadores: Cristiano da Silva Teixeira, Rodrigo Castelan Carlson, Marius Bagnati (2012)
    Material: 8 costuras, corda de 60 m
    Observações:
    Acesso por uma enfiada curta a partir da primeira parada da via 9. Rapel até a parada de base compartilhada com a via 5  e rapel até a primeira parada da via 9, ou rapel até a segunda parada da via 9.
  7. Easy Come Easy Goes – VIsup E4 – 28 m (?)
    Conquistadores: Marius Bagnati (2012)
    Material: 2 costuras
    Observações:
    Acesso por uma enfiada curta a partir da primeira parada da via 9. Rapel até a parada de base compartilhada pelas vias 5 e 6  e rapel até a primeira parada da via 9, ou rapel até a segunda parada da via 9.
  8. Projeto
  9. Medo de Si – 4º V E3 – (23 + 22 + 25) = 70 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson, Cristiano da Silva Teixeira, Gabriel Flemming Bohn, Paulista(?) (… – 2006)
    Material: 3 costuras, corda de 50 m
    Observações:
    É uma das escaladas mais agradáveis do setor, mas dá um medo de si.
  10. Estilo Albino – 5º Vsup E4 D1 – (21 + 44) = 65 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson, Cristiano da Silva Teixeira (2006)
    Material: 3 costuras, 1 nut #12 ou Camalot #1, fitas e mosquetões
    Observações:
    Possível iniciar a partir da primeira parada da via 9. Final junto com a via 9. Rapel pela via 9. Primeira parada dupla com chapeletas Bonier SimPles
  11. Projeto
  12. Variante da Acorda Narigão – ? – 25 m (?)
    Conquistadores: Eduardo Henrique Silva Bastos, Cristiano da Silva Teixeira, Marius Bagnati (2012)
    Material:
    Observações: 
  13. Acorda Narigão – 6º VIIa (A0) E1 – (30 + 19 + 17 + 22) = 88 m
    Conquistadores: Rodrigo Castelan Carlson, Cristiano da Silva Teixeira, Eduardo Henrique Silva Bastos, Reinaldo Flemming Neto, Marcus Vinícius Linhares, Rodrigo Gomes Ferreira (2003-2004)
    Material: 5 costuras
    Observações:
    Sugerido rapel em diagonal para a via 15 a partir da quarta ou da terceira parada.
  14. Projeto
  15. Alameda das Bromélias – 5º VI E2 – ([26 + 5] + 12 + 19 + 22) = 84 m
    Conquistadores: Rodrigo Castelan Carlson, Marius Bagnati, Cristiano da Silva Teixeira, Eduardo Henrique Silva Bastos, Rodrigo Gomes Ferreira (2003, 2012)
    Material: 7 costuras, 1 friend (opcional – sugerido: Camalot 1), corda de 50 ou 60 m
    Observações:
    Com corda de 50 m, o último rapel (primeira enfiada) deve ser feito a partir da parada antiga (mais baixa)
  16. Variante da Alameda das Bromélias – 5º V E1 – 13 m (segunda enfiada projeto)
    Conquistadores: Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson, Eduardo Henrique Silva Bastos (2012, 2017)
    Material: 3 costuras, corda de 60 m
    Observações:
    Por enquanto, a enfiada termina na segunda parada da via 15.
  17. Sem nome – 4º VIIa E2 – 21 m (?)
    Material: 2 costuras, Camalots #0.75 e #4, fitas e mosquetões
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson, Cristiano da Silva Teixeira (2011)
    Observações:
    Colocações marginais do material móvel.
  18. Torre de Babel – 4º Vsup E4  – (60 + 34) = 94 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson, Cristiano da Silva Teixeira (2011)
    Material: 1 costura, fitas e mosquetões, Camalots, #0.5, #0.75, #1, e #4
    Observações:
    Primeira enfiada com apenas duas proteções em móvel. Segunda enfiada com início em móvel, Vsup, seguido de uma chapeleta. Esticão a seguir até a parada com graduação de IVsup a V. Parada dupla com um grampo e uma chapeleta Bonier Dupla. Cuidado para não ir em direção à parada da Exército Sagrado de São Sebastião. A Torre de Babel vai mais pela esquerda. Pode ser iniciada a partir de uma pequena travessia (ver linha 19) a partir da segunda parada da Alameda das Bromélias até a parada que dá início à via 17. Rapel da segunda enfiada com 33 m.
  19. Travessia do platô
    Material:
    Observações:
    Dá acesso à via 17 e enfiadas finais das vias 18 e 20 a partir da segunda parada da via 15.
  20. Exército encantado de São Sebastião – 4º Vsup E4 – (27 + 30 + 29) = 86 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Rodrigo Castelan Carlson, Cristiano da Silva Teixeira, José Felipe “Lagartixa” Lorenzon (2011)
    Material: 1 costura, Camalots #0.5 e #0.75 ou #1, fitas e mosquetões
    Observações:
    A primeira parada é em grampos P.Segunda parada é dupla com chapeletas Bonier Dupla. A parada final é dupla com chapeletas Bonier DuPla e PinGo. Proteções móveis e em árvore na segunda enfiada.
Croqui detalhado do setor principal. Detalhes dos projetos foram omitidos do croqui para maior clareza. (Gráficos: Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson)

Setor Urubus

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Como o Setor Urubus está no canto direito da parede, voltada levemente para sudoeste, o detalhamento das vias nesse setor sofre certa distorção. Por isso, repetimos aqui o croqui deste setor a partir de uma foto frontal.

Foto com marcações das vias e croqui detalhado do setor Urubus. (Foto: Marius Bagnati; Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Sem nome – IV E3 – 30 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Celso Denis Lima (2008)
    Material: 3 costuras, corda de 60 m
    Observações: Parada dupla com chapeletas Bonier DuPla junto com a via 22. O rapel acaba passando ao lado da última chapeleta da via 22 e a seguir vai naturalmente pela linha da via 23 até a base. Cuidado para não sair para a esquerda após a segunda chapeleta, em direção à chapeleta da via 20.
  2. Sem nome – V E2 – 28 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Celso Denis Lima (2008)
    Material: 5 costuras, corda de 60 m
    Observações: Parada dupla com chapeletas Bonier DuPla junto com a via 21. O rapel acaba passando ao lado da última chapeleta da via 22 e a seguir vai naturalmente pela linha da via 23 até a base.
  3. Sem nome – V E2 – 29 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Celso Denis Lima (2008)
    Material: 5 costuras,  Camalots #0.5 e #0.75, fitas e mosquetões
    Observações: Parada dupla com chapeletas Bonier DuPla junto com a via 24. Sugerido seguir até a parada das vias 21 e 22, caso contrário o rapel fica muito diagonal. As duas proteções móveis vão na mesma fenda e podem ser equalizadas para proteger melhor o lance a seguir. Próximo ao final, cuidado para não sair para a esquerda em direção à última chapeleta da via 22.
  4. Sem nome – Vsup E2 – 32 m
    Conquistadores: Marius Bagnati, Celso Denis Lima (2008)
    Material: 5 costuras, Camalot #0.75 (opcional)
    Observações: Parada dupla com chapeletas Bonier DuPla junto com a via 23. Sugerido seguir até a parada das vias 21 e 22, caso contrário o rapel fica muito diagonal.

Setor Pedra da Porca

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Na Pedra da porca há apenas uma via pronta e uma via inacabada, curtas e de dificuldade mediana, mas bastante técnicas. As vias viam na parte “baixa” da pedra. Ou seja, quem chega na Pedra da Porca pelo atalho, dá de frente com as vias. Quem chega pela trilha normal tem que descer contornando a Pedra até chegar na parte “baixa”. O acesso ao topo da pedra é feito pela parte “alta”, como indicado na seção Como chegar. No topo da pedra, próximo à beirada da parte “baixa” há grampos antigos, difíceis de serem visualizados pois com o passar do tempo foram cobertos pela vegetação.

Foto com marcações das vias e croqui detalhado do setor Pedra da Porca. Detalhes dos projetos foram omitidos do croqui para maior clareza. (Foto e gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Sem nome – VIIIb? – ? m (?)
    Conquistadores: Marius Bagnati (2013)
    Material: 4 costuras
    Observações:
  2. Projeto não finalizado

Log de Manutenção

  • O primeiro grampo da via Medo de Si foi trocado no final de 2015 e a segunda e a terceira chapeleta/parabolt foram trocadas em 18/03/2018.
  • A chapeleta/parabolt da última parada, e a primeira e a segunda chapeleta (não os parabolts) da segunda enfiada da via Alameda das Bromélias foram trocadas em 09/10/2016.