Pedreira de Itaguaçu (Abraão)

Praticamente o berço da escalada em rocha de Florianópolis, a pedreira começou a ser escalada em 1979 pelos irmãos Maurício e Bito Meyer. Um local de fácil acesso, conta hoje com mais de quarenta vias de escalada, bastante atléticas, do 4º ao 8º grau, com um granito pouco abrasivo que permite horas de malhação sem “gastar os dedos”.

Atenção: Para o acesso à Pedreira de Itaguaçu é necessário que pelo menos uma pessoa possua a carteira de associado da ACEM ou uma autorização prévia. Os acompanhantes deverão portar o documento de identidade ou equivalente. Veja aqui as normas e motivos para isso.


Histórico

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A Pedreira de Itaguaçu, também conhecida como Pedreira do Abraão, foi explorada para retirada de granito por uma empresa de calçamento até 1976, quando foi desativada. Estima-se que quase todo bairro de Itaguaçu foi calçado com pedras dali. Esta área ficou abandonada por pouco tempo até ser redescoberta em 1979 pelos recém chegados montanhistas do Paraná, Mauricio Meyer e Bito Meyer. Como ocorreu em outras áreas da cidade eles foram os primeiros a usarem as paredes de granito da pedreira para a escalada. Desde então, a Pedreira de Itaguaçu virou um dos palcos da escalada catarinense.

Por muitos anos a pedreira teve poucas vias equipadas e mais algumas para escalada com corda de cima (top-rope). O local era um grande terreno baldio e em algumas épocas do ano parecia um grande pântano. Essas características peculiares não impediram que diversas gerações de escaladores frequentassem o local assiduamente para treinar técnica, força e o psicológico nas excelentes vias da pedreira. Mesmo os diversos assaltos que aconteceram na área de escalada no final dos anos noventa e início dos anos dois mil não foram suficientes para afugentar os escaladores ávidos por um pouco de treino. Isso significava inclusive ter que encarar meliantes circulando pela área com sapatilha Boreal (uma preciosidade à época) como se fosse um tênis qualquer.

Bito Meyer desfrutando das vias da pedreira na época da inauguração do Parque Aventuras. (Foto: Acervo Pessoal de Marius Bagnati)

Ao longo de vários anos, escaladores já cultivavam a ideia de transformar o local em parque, uma área para lazer e prática esportiva. Em um movimento liderado pela escaladora Juliana Petters Melo, foram recolhidas 9000 assinaturas para um abaixo assinado pedindo a transformação da Pedreira de Itaguaçu em parque. O resultado prático foi a aprovação de uma Lei na Câmara Municipal de Florianópolis determinando que a área fosse destinada para a criação de um Parque de Técnicas Verticais. Foi em 2004 que o cenário finalmente mudou de figura, quando, com a adesão da Prefeitura Municipal de Florianópolis na gestão da então prefeita Ângela Amim, o projeto começou a se materializar. A própria ACEM precisou se estruturar para atender os compromissos que surgiam. Depois de quase uma centena de reuniões entre a ACEM e a Secretaria do Continente, o parque finalmente foi criado com o nome “Parque Aventuras Maria Inês Tournier Rodrigues”. A inauguração do parque contou com a presença de vários escaladores da região e do próprio Bito Meyer que foi homenageado na ocasião e também recebeu a homenagem pelo seu irmão Mauricio Meyer.

O Parque Aventuras Maria Inês Tournier Rodrigues foi criada como um Parque Municipal estruturado para a prática da escalada, com a manutenção das vias existentes e a abertura de dezenas de novas vias do 4º ao 8º grau, todas protegidas com chapeletas de aço inox e paradas duplas, e com iluminação noturna. Um folder da ACEM fornecia informações do local, normas de uso e croqui (ver imagem). As vias da “época do Bito” foram reequipadas mantendo as características originais. Algumas vias que eram em solo também foram equipadas. Tudo com o consentimento dos conquistadores.

Folder produzido pela ACEM com orientações e croqui da pedreira por ocasião da inauguração do parque aventuras (clique na imagem para ver o arquivo em formato PDF).

Além da área de escalada, foi construída uma arena multiuso com 2000 m2, palco para shows e apresentações de teatro, lago artificial com cascata, portal de entrada, área de estacionamento, um painel com o croqui das vias, e a sede da ACEM. Foram investidos R$ 1.558.000,00 entre desapropriações projetos e obras. Ainda estavam previstos um circuito de arvorismo, um circuito de aventuras para crianças e o Museu da Arte Solidária, um projeto social desenvolvido em parceria da Prefeitura Municipal de Florianópolis com a ONU.

Veja uma reportagem sobre escalada na pedreira na época em que o parque estava aberto (filmagem da televisão – baixa qualidade):

Panorâmica da Pedreira de Itaguaçu em 2005, quando a área de escalada ainda contava com iluminação e abrigava a sede da ACEM. (Foto: Rodrigo Castelan Carlson)

Infelizmente, nem tudo são flores. Com a mudança da administração municipal aos poucos o parque foi sendo abandonado, até que um dia foi finalmente fechado para o público, com menos de dois anos de existência. A presença de um vigilante permitiu que a ACEM negociasse em 2006 o acesso para seus associados ainda por um tempo. Foram diversas tentativas de reviver o parque sem sucessso. Logo o parque foi completamente fechado e a infraestrutura completamente depredada. Cercas foram destruídas, holofotes quebrados, sede da ACEM destruída, acessórios roubados…

Veja um vídeo com representantes da ACEM e da prefeitura em 2007:

Nos anos subsequentes, o acesso à pedreira se dava praticamente como uma atividade ilegal, para aqueles que ousavam ir em um lugar que virara “terra de ninguém”. Esses anos foram de negociação com os órgãos responsáveis até que a área acabou sendo cedida para a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina. Após negociações com o comando do batalhão, finalmente foi assinado em 2015 um termo de cooperação entre a ACEM e a Polícia Militar Ambiental que assegura o acesso aos associados da ACEM e a pessoas previamente autorizadas segundo normas definidas no termo.

Desde então, a excelente relação entre as duas instituições é um caso de sucesso e tem permitido que a ACEM tenha condições de dar manutenção nas vias, abrir novas vias, realizar eventos para associados e comunidade, e usar a infraestrutura do batalhão para cursos de formação, inclusive com a participação do efetivo da PM.


Visão geral

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A Pedreira de Itaguaçu está situada na parte continental da cidade de Florianópolis rodeada pelos bairros Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão. Não é à toa que também é conhecida como Pedreira do Abraão ou Pedreira do Bom Abrigo. Em área urbana, é facilmente acessada por bicicleta, carro ou ônibus. Hoje a pedreira está em sob guarda da Polícia Militar Ambiental de Santa Catariana. Ver mais detalhes na seção Como chegar.

A pedreira é voltada  para oeste e é excelente para escalar no período da manhã e no final da tarde antes do pôr do sol. O sol começa a bater na pedra perto do meio dia. Em dias quentes pode se tornar impraticável escalar a partir desse horário. Como tem um formato circular as áreas de sol e sombra variam ao longo do dia e durante o inverno é possível escalar quase o dia todo na sombra se estiver disposto a mudar de setor.  Por ser uma pedreira e na parte alta ter vegetação, vários pontos da pedra demoram a secar após dias de chuva e podem ter partes molhadas e úmidas mesmo após alguns dias de sol e vento em função de frestas e rachaduras na pedra por onde verte água. É comum uma incidência de mosquitos no local, tornando o uso de repelente de insetos recomendado. Apesar de haver fonte de água no batalhão, o ideal é que os escaladores levem sua água sempre que possível.

Esta área de escalada é dividida informalmente em quatro setores. O Setor principal, formado essencialmente pela parte central da parede que vai da via Iôiô até a via Laranjinha Max William e que compreende as vias clássicas da pedreira e vias abertas durante a criação do parque em 2004; o Setor escola, na parte esquerda da pedreira com diversas vias de graus fáceis a moderados, tipicamente bem protegidas, todas abertas durante a criação do parque em 2004; o Setor tortuga à direita do Setor principal e à esquerda do palco, com vias abertas durante a criação do parque e novas vias abertas em 2017 e uma via antiga reequipada; e o Setor aladim, atrás do palco também com vias novas abertas em 2017 e 2018. Em julho e agosto de 2018 foi feito um calçamento com lajotas sextavadas da base da via Europeia até a base da via Dinamite para contornar os problemas de drenagem no terreno.

Nos croquis apresentados nesta página (ver foto panorâmica abaixo), há uma imagem composta por três fotos do setor Escola, incluindo duas vias do setor principal; uma imagem de todo o setor Principal, exceto as duas vias que já constam no setor Escola; uma imagem do setor Tortuga; e três imagens do Setor Aladim cada uma com uma parte do setor.

Divisão dos setores da pedreira com indicações de acesso. (Fotos: Adriano Pina Pereira; Fotomontagem e gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)

Na foto panorâmica também estão indicados os acessos aos setores Escola, Principal e Tortuga, na calçada ao lado do “Hotel de Trânsito” e na rampa de pedra entre os setores Tortuga e Aladim. O acesso ao setor Aladim pode ser feito pela extremidades do palco, à esquerda por uma rampa de pedra e à direita pelo espaço entre o palco e a parede, onde há a escada que dá acesso ao palco.

Apesar de se tratar de granito, a rocha é pouco abrasiva e permite muita diversão sem “gastar” a pele dos dedos. Com altura em torno de vinte e cinco metros nas partes mais altas, a pedreira é bem vertical, e os graus de dificuldade de suas mais de 50 vias vão do 4° ao 9º. As escaladas são extremamente técnicas, mas sem deixar a desejar no aspecto atlético, demandado tanto do corpo como da mente. Todas as vias são protegidas com chapeletas e parabolts de aço inox, a grande maioria da Bonier, e paradas dupla. A maioria das paradas é com chapas de aba dupla da Bonier e algumas possuem paradas com corrente ou argola. Antes de escalar, informe-se sobre o uso de paradas com corrente e argola se não estiver familiarizado com este tipo de equipamento. As argolas não devem ser usadas para passar a corda para escalada com corda de cima (top-rope), apenas para rapel ou para descer o guia de baldinho. Para escalada com corda de cima, arme uma ancoragem normalmente (na chapeleta ou argola) e passe a corda pelo mosquetão mãe da ancoragem. O uso de acoragens com corrente e argola foi abordado em um “papo de escalada” da ACEM.  É possível acessar a pedreira por cima e há pontos de segurança para que sejam montadas ancoragens para escalada com corda de cima (top-rope) em algumas vias. É obrigatório o uso de capacete na área de escalada.

A escalada é permitida apenas enquanto houver luz natural. Pede-se que seja evitada a entrada e saída no horário de almoço, isto é, das 12 às 14 h, principalmente aos finais de semana.

Da pedreira é possível avistar a Pedra Branca, o Morro do Cambirela e o Pico da Serra do Tabuleiro, alguns ícones da escalada e montanhismo da região.


Como chegar

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A Pedreira de Itaguaçu é uma das áreas de escalada que tem o acesso mais fácil em toda a Grande Florianópolis. Fica no final da rua Mario Cândido da Silva, uma rua sem saída.. Quem vai de carro ou bicicleta pode deixá-los praticamente na base das vias.

Como a área de escalada está sob guarda e junto às instalações do Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, o acesso é controlado. Para ter direito ao acesso à Pedreira de Itaguaçu é necessário que pelo menos uma pessoa possua a carteira de associado da ACEM ou uma autorização prévia e curso de primeiros socorros realizado há menos de 2 anos. Ao chegar no portão do batalhão, é necessário comunicar-se por meio de um interfone com o guarda de plantão e identificar-se. Dirija-se imediatamente à recepção do batalhão para registrar-se, deixar sua carteirinha e preencher o livro de visitas. Os acompanhantes também deverão registrar-se deixar o documento de identidade ou equivalente e o associado que acompanham é resposável por eles durante a permanência na área. Veja aqui as normas e motivos para isso. É fundamental o respeito às regras para manutenção do termo de cooperação entre a ACEM e a Polícia Militar Ambiental para que continuemos desfrutando o local.

De carro

O acesso de carro pode ser feito tanto a partir da BR-282 (Via Expressa) como pela geral dos bairros de Coqueiros/Itaguaçu. A seguir, é oferecido como destino no Google Maps a localização da “Sede do Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina”, onde se encontra a pedreira. É possível definir uma rota diretamente no mapa clicando em “Rotas” e indicando o local de origem. O carro pode ser estacionado no próprio batalhão, preferencialmente na parte alta acessível pela rampa que leva ao palco, logo após o portal de entrada à direita.

De ônibus

O serviço de ônibus nesta região é razoavelmente frequente. Há várias opções de linhas e diferentes paradas. Nenhum dos pontos de ônibus é muito próximo da local da escalada, exigindo um pouco de caminhada. Para informações de horários e itinerário de ônibus recomendamos o uso do aplicativo Moovit em seu smartphone ou pela web (ver abaixo). O destino “Rua Mario Cândido da Silva 2-118, Florianópolis”, oferecido abaixo, corresponde à entrada do parque e permite obter os dados para o melhor trajeto e horário; basta acrescentar a origem para receber as instruções. O próprio Moovit permite inverter a origem e o destino para obter as informações do sentido contrário e editar o horário de partida ou chegada.

Trilha

Não há trilha para acessar esta área de escalada, o que é feito por meio de logradouro.


Setor escola

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Croqui sobre foto do Setor Escola e duas vias do Setor Principal. (Fotos: Adriano Pina Pereira; Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Pindorama – IV – 7 m (VIA INTERDITADA)
    Conquistadores: Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 3 + 2 (RETIRADAS POR MOTIVOS DE SEGURANÇA)
    Material: costuras para 3 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações: Em função de mudanças na casinha ao lado da via que fizeram com que um telhado de vidro ficasse próximo a linha da via, a sua escalada não é recomendada.
  2. Sessão da Tarde – IVsup – 7 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 3 + 2
    Material: costuras para 3 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  3. No Pátio de Casa – IV – 10 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 2 + 2
    Material: costuras para 2 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  4. Mamãe Não Está me Vendo – VI – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 3 + 2
    Material: costuras para 3 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  5. Pirão D’água – VIIa – 10 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  6. Medo do Escuro – V – 9 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  7. Ézu Bom – VIsup – 10 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 3 + 2
    Material: costuras para 3 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Esta via conta com uma parada dupla com chapeletas de aba simples na base para segurança.
  8. Dázu Banho – VIsup – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  9. Capitão Kid – VIsup – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  10. Mais Cavalos no Meu Patinete – VIIa – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Esta via conta com uma parada dupla com chapeletas de aba simples na base para segurança, um pouco à direita do início da via.Via conta também com acesso por cima por meio de uma parada dupla com chapeletas de abas simples para rapel (necessário armar ancoragem).
  11. Robadinha – VIsup – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 2(?) + 2
    Material: costuras para 2(?) proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Esta via conta com uma parada dupla com chapeletas de aba simples na base para segurança, um pouco à esquerda do início da via. Início compartilhado com a via Jambo.
  12. Jambo – VIIa – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 2(?) + 2
    Material: costuras para 2(?) proteções fixas + parada dupla de chapeletas com aba simples, material para ancoragem, corda de 50 m
    Observações:
    Esta via conta com uma parada dupla com chapeletas de aba simples na base para segurança, um pouco à esquerda da via. Início compartilhado com a via Robadinha.
  13. Ruivão – VIIa – 11 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 5 + 2
    Material: costuras para 6 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    A parada dupla da via 14 pode ser usada para segurança.
  14. Lula Lelé – IVsup – 8 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 3 + 3
    Material: costuras para 3 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Parada tripla com duas chapeletas de abas duplas e uma chapeleta de aba simples, acessível a pé pelo platô que acompanha as demais via deste setor. Final junto com a via Rauzito Pulou a Cerca.
  15. Rauzito Pulou a Cerca – VIIa – 8 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 0 + 3
    Material:  equipamento para ancoragem em parada dupla com chapeletas de aba dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Escalada com corda de cima (top-rope). Parada trilha com duas chapeletas de abas duplas e uma chapeleta de aba simples, acessível a pé pelo platô que acompanha as demais via deste setor. Final junto com a via Lula Lelé.

Embora, a rigor, pertençam ao setor principal, as duas vias a seguir foram incluídas no croqui do Setor Escola por conveniência.

  1. Ioiô – ? – ? m
    Chapeletas no topo das vias IôIô e Suspensão Ativa. (Foto: Adriano Pina Pereira)


    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Bito Meyer, ? (2003)
    Proteções fixas: 0 + 2
    Material: Fitas longas e mosquetões para ancoragem em parada dupla com chapeletas de abas simples, corda de 50 m
    Observações:
    Escalada com corda de cima (top-rope). Ancoragem em duas chapeletas de abas simples no topo da parede compartilhada com a via Suspensão Ativa (ver foto). Recomenda-se acessar as chapeletas com ancoragem auxiliar nos pilares da cerca.

  2. Suspensão Ativa – VIIb – ? m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: 0 + 2
    Material: Fitas longas e mosquetões para ancoragem em parada dupla com chapeletas de abas simples, corda de 50 m
    Observações:
    Escalada com corda de cima (top-rope). Ancoragem em duas chapeletas de abas simples no topo da parede compartilhada com a via Suspensão Ativa (ver foto). Recomenda-se acessar as chapeletas com ancoragem auxiliar nos pilares da cerca.

Setor principal

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As vias Iôiô e Suspensão Ativa do Setor Principal aparecem no croqui do Setor Escola. A via Infinito que consta no antigo croqui (ver imagem do folder) não existe.

  1. Europeia – VIsup – 22 m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: 8 + 2
    Material: costuras para 8 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
    Chapeletas simples no topo da falésia para segurança na montagem da ancoragem por cima.
  2. Ataque de Hulk – VIIIc – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati (2003)
    Proteções fixas: 7 + 2
    Material: costuras para 7 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  3. Maga Patalógica – VIIc – ? m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material: costuras para 6 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  4. Cemitério de Gatos – VIIb – 22 m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: 7 + 2
    Material: costuras para 7 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Material:

    Observações:
  5. Maldição do Bom Abrigo – VIIc – ? m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Via com risco de queda no chão na parte final. É possível terminá-la pela via Dinamite. Nesse caso, as duas últimas proteções de progressão e a parada da via Dinamite são comparilhadas sendo necessário mais duas costuras para proteções fixas.
  6. Dinamite – VIIIb – ? m
    Conquistadores:
    Álvaro Praum Júnior, ? (década de 1990)
    Proteções fixas: 7 + 2
    Material: costuras para 7 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Chapeleta simples no topo da falésia para segurança na montagem da ancoragem por cima.
  7. Madame Mim – VIIIa – ? m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: 7 + 2
    Material: costuras para 7 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
  8. Djá Hoje – VIIb – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, ? (2003)
    Proteções fixas: 7 + 2
    Material: costuras para 7 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Esta via está posicionada incorretamente no antigo croqui (ver imagem do folder).
  9. Skar – IXa – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, ? (2004)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Essa via foi inaugurada no dia da abertura do Parque Aventuras e fez parte do desafio de escalada que ocorreu no evento. Ela está no mesmo lugar da antiga via PuNi (Pupi e Niarcos) que foi destruída durante a retirada de blocos soltos por ocasião da criação do parque. Esta via não consta no antigo croqui (ver imagem do folder).
  10. Juliana – VIIa – ? m
    Conquistadores:
    Bito Meyer (década de 1970/80)
    Proteções fixas: ?
    Material:
    equipamento para ancoragem em parada dupla com chapeletas de aba dupla, corda de 50 m
    Observações:
    A queda de pedras durante a criação do parque em 2004 descaracterizou parte da via original. Escalada com corda de cima (top-rope). Acesso por cima.
  11. Laranjinha Max William – VIIb – 24 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, ? (2004)
    Proteções fixas: 10 + 2
    Material: costuras para 10 proteções fixas + parada dupla com corrente e argola, corda de 50 m
    Observações:
    Essa via foi inaugurada no dia da abertura do Parque Aventuras e fez parte do desafio de escalada que ocorreu no evento.

Setor Tortuga

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  1. Quero Ver Clarinha Dançar Reggae – VIIa – 24 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, ? (2003)
    Proteções fixas: 10 + 2
    Material: costuras para 10 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
  2. Polvilho Azedo – VIIb – 25 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, ? (2003)
    Proteções fixas: 9 + 2
    Material: costuras para 9 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
  3. Procura-se um Maculelo – VIIIa – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, ? (2003)
    Proteções fixas: 8 + 2
    Material: costuras para 8 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
  4. Patetas S. A. – VIIb – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Rodrigo Gomes Ferreira, Adriano Pina Pereira (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material: costuras para 6 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
    Via aberta com apoio da ACEM.
  5. Geração Microondas – VIsup – 15 m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati, Adriano Pina Pereira, Rodrigo Gomes Ferreira (2017)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla com corrente e argola, corda de 50 m
    Observações:
    Via aberta com apoio da ACEM.
  6. Tortuga – VIsup (VIIa) – 17 m
    Conquistadores:
    Escalada com corda de cima por Marius Bagnati (2003); equipada em ação conjunta de vários associados da ACEM (2017)
    Proteções fixas: 5 + 2
    Material: costuras para 5 proteções fixas + parada dupla com corrente e argola, corda de 50 m
    Observações:
    Via aberta com apoio da ACEM.
  7. Variante Sherlock – ? – 18 m
    Conquistadores:
    – (?)
    Proteções fixas: 3 + 2
    Material: costuras para 3 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações: Via exposta. Parada junto com a via 37. Recuperada em 2017 por Adriano Pina Pereira e Heitor Kagueiama.
  8. A Praga Cósmica – Vsup – 18 m
    Conquistadores:
    Escalada com corda de cima por Marius Bagnati (2003); equipada por Adriano Pina Pereira e Ana Paula Della Giustina (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material: costuras para 6 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
    Via aberta com apoio da ACEM. Já havia um grampo colocado na década de 90 por Juliano Fábio Florêncio da Silva e Emerson Maturana, que autorizaram a retirada do grampo.
  9. Chuchu com fritas – VI – 15 m
    Conquistadores:
    Adriano Pina Pereira, Ana Paula Della Giustina, William Ferreira Batista e Jomi Fred Hübner (11/7/2018)
    Proteções fixas:
    6 + 2
    Material:
    costuras para 6 proteções fixas + parada dupla com chapeletas de aba dupla, corda de 50 m
    Observações: Mesma parada e última chapeleta que a via Miercoles.
  10. Miercoles – VI – 15 m
    Conquistadores: Jomi Fred Hübner, Adriano Pina Pereira e Ana Paula Della Giustina (13/7/2018)
    Proteções fixas:
    5 + 2
    Material:
    costuras para 5 proteções fixas + parada dupla com chapeletas de aba dupla, corda de 50 m
    Observações: Mesma parada e última chapeleta que a via Chuchu com fritas.
  11. Projeto

Setor Aladim

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Croqui sobre foto do Setor Aladim – Parte 1. Marcações em azul são de vias inacabadas ou projetos. (Foto: Adriano Pina Pereira; Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Cabernet Miosan 10 mg – VIsup – 20 m
    Conquistadores: Adriano Pina Pereira e Rodrigo Sarmiento (11/04/2018)
    Proteções fixas: 4 + 2
    Material: costuras para 4 proteções fixas + parada dupla, Camalot #0.4 (opcional), mosquetão e fita, corda de 50 m
    Observações: A extensão de 20 m é a partir do palco. É possível dar segurança a partir do platô e fazer o rapel até o mesmo, reduzindo a extensão da via para 15 m. O uso do Camalot permite reduzir exposição no domínio do platô inicial.
  2. Sunday Bary Sunday – VIIb – 20 m
    Conquistadores: Adriano Pina Pereira, Rodrigo Sarmiento, William Batista (20/04/2018)
    Proteções fixas: 5 + 2
    Material: costuras para 5 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações: A extensão de 20 m é a partir do palco. É possível dar segurança a partir do platô e fazer o rapel até o mesmo, reduzindo a extensão da via para 15 m.
  3. Quem anda para trás é caranguejo – VIIc – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material:
    costuras para 6 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Via aberta com apoio da ACEM.
  4. Sem nome – ? – ? m
    Conquistadores:
    Marius Bagnati e Rodrigo Castelan Carlson (2017)
    Proteções fixas: 5…? + ?
    Material:
    costuras para ? proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações: Inacabada! Via aberta com apoio da ACEM.
Croqui sobre foto do Setor Aladim – Parte 2. Marcações em cinza são de vias que estão em outros croquis. Marcações em azul são de vias inacabadas ou projetos. (Foto: Adriano Pina Pereira; Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)
  1. ? – ? – ? m
    Conquistadores:
    – (?)
    Proteções fixas:
    Material:

    Observações: via antiga, inacabada, com apenas duas chapeletas.
  2. Projeto
  3. Projeto
  4. Projeto
  5. Projeto
  6. Projeto
Croqui sobre foto do Setor Aladim – Parte 3. Marcações em cinza são de vias que estão em outros croquis. Marcações em azul são de vias inacabadas ou projetos. (Foto: Adriano Pina Pereira; Gráficos: Rodrigo Castelan Carlson)
  1. Alibabá roubou o crux – VIsup – 19 m
    Conquistadores:
    Adriano Pina, Edson Faria Jr, Heitor Kagueiama (2017)
    Proteções fixas: 5 + 2
    Material:
    costuras para 5 proteções fixas + parada dupla com grampo-argola, corda de 50 m
    Observações: Mesma parada que a via Mil e uma noites. Via aberta com apoio da ACEM.
  2. Mil e uma noites – VIsup – 19 m
    Conquistadores:
    Adriano Pina, Rodrigo Gomes Ferreira, Ricardo Garcia (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material:
    costuras para 6 proteções fixas + parada dupla com grampo-argola, corda de 50 m
    Observações:
    Mesma parada que  a via Alibabá roubou o crux. Via aberta com apoio da ACEM.
  3. Goma Arábica – VI – ? m
    Conquistadores:
    Rodrigo Gomes Ferreira, Adriano Pina, Ricardo Garcia, Heitor Kagueiama (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material:
    costuras para 6 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações: Via aberta com apoio da ACEM.
  4. Aladim – VI – 19 m
    Conquistadores:
    Adriano Pina Pereira, Edson Faria Jr e Altair da Silva (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material:
    costuras para 6 proteções fixas + parada dupla com argolas, corda de 50 m
    Observações:
    Parada dupla com argolas. Via aberta com apoio da ACEM.
  5. Variante Aladim – VIIa – 19 m
    Conquistadores:
    Adriano Pina Pereira, Edson Faria Jr e Altair da Silva (2017)
    Proteções fixas: 6 + 2
    Material:
    costuras para 6 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Início com a Poderoso Chefinho, com a qual compartilha 3 chapeletas, depois tem duas chapeletas da variante e a última chapeleta e parada da Aladim. Via aberta com apoio da ACEM.
  6. Poderoso Chefinho – VI – ? m
    Conquistadores:
    Ricardo Garcia, Heitor Kagueiama e Luciano Trevisol (2017)
    Proteções fixas: 5 + 2
    Material:
    costuras para 5 proteções fixas + parada dupla, corda de 50 m
    Observações:
    Via aberta com apoio da ACEM.
  7. Menino Mafioso – VI – ? m
    Conquistadores:
    Ricardo Garcia e Heitor Kagueiama (2017)
    Material:
    Observações: Atualmente é escalada com corda cima na parada da Poderoso Chefinho.